Capítulo 9

Vantagens e desvantagens da adoção

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Para entender e enfrentar o preconceito, vamos apontar as vantagens e desvantagens da adoção.

Spoiler: As desvantagens são aparentes, não são reais, enquanto as vantagens são reais

Vantagens

(a ordem de importância aqui é individual)

1) Na adoção pode se ter filho, sem colocar uma vida nova no mundo.

Para um Antinatalista isso é a única forma coerente de ser pai.

2) Seu filho não lhe pode culpar, que nasceu sem pedir. É verdade, que ele não pediu para nascer, mas não é culpa sua, que ele nasceu.

3) Na adoção pode escolher a criança que quer, sexo, idade, raça, enfim, se quer menina, não corre risco de ganhar menino.

4) Não precisa ficar gravida nova meses, e passar por um parto doloroso

5) Pode se preparar com calma, e sem a pressão e risco da gravidez, para a paternidade

Estes cinco vantagens já mostram que a adoção é muito mais vantajoso para os pais de que uma gravidez

e para a criança:

A vantagem para a criança é obvia, ela vai crescer numa família, que o escolheu, com o compromisso de lhe proporcionar a melhor vida possível.

Na família biologia, isso pode acontecer também, mas muitas vezes a família biologia aceita a criança, que gerou, mas como algo normal, esperado, não como o presente, que é. Há exceções, mas a elevada taxa de delinquentes juvenis mostra, que nem sempre ao filho biológico é dado o valor, que merece, e nos casos, em que o filho vai para acolhimento, é obvio, que a adoção é melhor, de ter ninguém.

Desvantagens

1) Historia desconhecida

Uma das aparentes desvantagens é, que a criança nada sabe sobre sua família biológica, e se diz, que se tem que conhecer suas origens para saber quem é.

Porém, isso é ideia de filmes, livros e seriados.

Nasci numa família estável, nenhum dos meus antepassados se divorciou, famílias perfeitas. Mesmo assim, não sei absolutamente nada dos meus bisavós, sei muito pouco dos meus avós, apesar de ter passado 20 anos com eles. Em relação à herança genética, predisposição para doenças não sei nada. E até dos meus pais, vivos ainda, com quais convivi mais de 50 anos, sei muito pouco. Pais tem vida particular, e da mesma forma, como os crianças não queiram que os pais saibam da vida particular deles, os pais também não queiram.

Portanto, o filho adotivo que não saber nada da família biológica, não é tão distante do filho biológico, que se for honesto, também não sabe quase nada da família biológica.

Claro, sabe nome, endereço, profissão, patrimônio, mas bem a verdade, isso significa conhecer alguém?? Acho, que não;

2) DNA e genética

Outra suposta desvantagem é, que o filho adotivo não compartilha o DNA, do pai adotivo;

Mas, é daí? Salvo se procurar um doador de órgãos, o DNA é irrelevante.

Meu pai, minha avo, meu avo são artistas, todos eles, músicos e pintores. Minha irmã herdou isso, eu não.

Não sei pintar, não sei tocar piano, apesar de anos de aulas, e não sei cantar, apesar de ter participado anos no coral.

Então, não é garantido, que filhos herdam aptidões, talentos etc pelo DNA.

Nem doença se herda necessariamente. Não desenvolvi nenhuma das doenças, que supostamente deveria ter.

Sou convencido, que a Epigenética é a abordagem correta.

Vai herdar pela convivência, não pelo DNA. Um filho adotivo com vínculo forte com o pai adotivo vai herdar os traços comportamentais, e gostos dele, não pelo DNA mas pela convivência, e para o filho biológico vale o mesmo.

Portanto, ter o mesmo DNA ou não é irrelevante, é uma desvantagem aparente, que no final, não é desvantagem nenhuma.

O pai adotivo vai transmitir seus ideias, suas convicções e sua essência pela convivência, não precisa do DNA para isso.